




Como observador atento do II Iberfolk, que este ano decorreu em Sortelha nos dias 7, 8 e 9 de Setembro, aqui vai a tentativa de fazer um breve balanço das actividades e concertos do festival organizados pela associação Transcudânia. Em primeiro lugar e como sabemos a data original do Iberfolk seria nos finais de Julho ou princípios de Agosto mas que por “imposição” municipal teve de ser “atirado” para um fim de semana qualquer de Setembro, o que aparentemente fora um revés tornou-se uma mais valia porque esta nova agenda permitiu que o Festival Iberfolk tivesse a possibilidade de ser publicitado no Festival Andanças (o maior festival de música tradicional que se realiza em Portugal), ou seja, o Iberfolk deu-se a conhecer melhor ao seu “público-alvo”, por outro lado a organização teve de procurar outro lugar para a realização do evento pois a possibilidade de se realizar no Sabugal foi descartada devido à realização em Agosto do Festival da Europa/Cerveja Alemã, o novo local escolhido foi Sortelha o que iria revelar-se, sem dúvida, o melhor cenário que se poderia desejar.
O II Iberfolk teve um programa bastante diversificado estando os dias, a partir do princípio da tarde, sempre preenchido com actividades a decorrer em simultâneo, revelando, por um lado uma enorme dinâmica, e por outro, uma enorme participação das pessoas. Destacar na sexta-feira as actividades de observação astronómica, a Hora do Conto e os animadíssimos concertos com “Pé na Terra” e “Tor”. No Sábado a tarde foi dedicada a inúmeros Workshops (danças tradicionais, instrumentos tradicionais, teatros, movimento do corpo, projecção de documentários e caminhadas realizadas na Serra da Malcata). À noite os concertos estiveram a cargo de “No Mazurka Band” e “Diabo a Sete” entremeados pela Hora do Conto II. O Domingo iniciou-se logo pela manhã com um passeio pedestre na Serra da Malcata voltado para a Biologia, passeio que se repetiu à tarde na Serra das Mesas voltado para a observação dos contrastes de paisagem e Geologia. Durante a tarde realizaram-se novamente workshops diversificados, e ainda uma sessão de escalada no Castelo de Sortelha com numerosa participação. O final de tarde/noite foi dedicado à projecção de um documentário, teatro e Hora do Conto III, os concertos decorreram com “Mosca Tosca” e a encerrar o II Iberfolk os “Ventos da Líria”.
A tudo isto, durante o decorrer do festival, acresce a participação activa das pessoas de Sortelha e do Concelho e o óptimo ambiente criado pelos voluntários e pelas pessoas que vieram propositadamente de fora, contactei com pessoas que vieram do Algarve, Lisboa, Coimbra, Aveiro, Porto, Viseu, Covilhã, Guarda. Finalmente o balanço pode afirmar-se muito positivo, tanto pela qualidade e diversidade do programa do Iberfolk como pela quantidade e interesse da aderência do público, de menos bom temos de apontar as inúmeras mudanças de horários das actividades, alguns problemas técnicos e de logísticas e por fim a adesão da população do nosso Concelho tem de ser incrementada facto importante a ter em conta para a próxima edição. Vemo-nos no III Iberfolk!!!